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12/01/2009

simplesmente.

"Às vezes Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo"

[Adélia Prado]

7 comentários:

Miguel Del Castillo disse...

tenho medo da adélia.

ela é boa, muito boa.

hoje tava lembrando de algo que o Gullar disse numa aula:
"A arte nasce porque a vida por si só não é suficiente. A poesia vem do espanto."

Como por exemplo o Luiz Bacellar olhou pra um abacaxi, que logo se tornou sol:

Rondel do abacaxi

"com teu cocar
de verdes plumas
feroz te aprumas
para lutar:
feres a mão
que corta as cruas
douradas puas
do teu gibão;

abacaxi,
topázio agreste,
cristal-farol:
cada rodela
da tua polpa
revela o sol"

ah, que bonito isso de poesia. gosto muito!

Marcos Vichi disse...

Olá Bianca!

Quando eu olho para uma pedra, normalmente vejo uma pedra mesmo, mas eu admiro os poetas porque eles conseguem enxergar além do simples objeto.

A poesia capta o sentimento envolvido numa situação e o eterniza nas palavras.

Fantástico este poema da Adelia Prado.

Beijos,

Marcos Vichi
http://compartilhandopalavras.blogspot.com
http://viagenseexperiencias.blogspot.com

Pedro Grabois disse...

Bom, eu que sou Pedro e também sou pedra... hehehe
quando olho pra mim mesmo sempre vejo mais que pedra... sempre vejo mais que Pedro...

e quando só me vejo a mim (adoro essa ênfase redundante) não deixo de perceber poesia, blablablá...

a Adélia Prado é showde! Pena que não li quase nada dela, só poeminhas esparsos...

salut!

Gil disse...

Se Adélia fica sem poesia... posso morrer em paz!

andré vhs disse...

hehe
Eu achei engraçado!

blogmoderador disse...

Simplesmente, é isso aí.
hehe

Parabéns pelo blog!
Beijo!

Robson Wellington

Gustavo Pereira disse...

achei engraçado, também.